Guia do chá branco
História
O chá branco conta-se entre as expressões mais antigas do chá.
A sua tradição remonta ao Fujian, no sudeste da China, onde famílias de recolectores selecionavam os jovens rebentos da primavera para os deixar secar ao ar livre, sem torrefação nem enrolamento.
Durante muito tempo reservado à corte imperial, o chá branco difundiu-se à medida que a sua colheita se organizava em torno de cultivares dedicadas. Os nomes surgidos nos séculos XVIIIe e XIXe - Bai Hao Yin Zhen, Bai Mu Dan, Shou Mei - designam ainda hoje as principais categorias. O gesto tornou-se mais preciso sem romper com a sua economia original: colher, deixar murchar, secar.
Origem
Os chás brancos provêm quase exclusivamente da China, mais precisamente dos condados de Fuding e Zhenghe, no Fujian. O clima húmido, os solos graníticos e as altitudes moderadas favorecem ali rebentos densos, cobertos por uma penugem branca - daí o nome da família.
Existem produções mais recentes no Yunnan, no norte da Índia e no Sri Lanka. Inspiram-se no modelo chinês sem partilharem sempre as mesmas cultivares. Hollin privilegia os chás brancos da China, onde a cadeia entre a colheita, a secagem e o repouso continua a ser assegurada pela mesma oficina.
Notas de degustação
O licor de um chá branco é claro, por vezes quase incolor, apenas tingido de amarelo-palha.
Na boca, encontram-se notas de penugem, de mel discreto, por vezes de feno seco ou de fruta clara - maçã, pera branca, flor de laranjeira.
A estrutura é leve, mas persistente. O chá branco deixa, depois da chávena, uma impressão suave e longa, sem aspereza. Com o tempo de guarda, alguns chás brancos evoluem: a frescura desvanece-se em favor de uma redondez mais profunda, por vezes mineral.
Preparação
Água: pouco mineralizada, idealmente filtrada.
Temperatura: entre 80 e 85 °C.
Dosagem: 3 g para 200 ml.
Tempo: 3 a 5 minutos no bule, ou várias infusões curtas (30 segundos a 1 minuto) num gaiwan.
Uma água demasiado quente apaga a delicadeza do aroma. Uma infusão demasiado breve atenua a sua redondez. A reinfusão não só é possível, como muitas vezes desejável: cada passagem revela uma faceta diferente da folha.